Muitas seitas que rejeitam cegamente a doutrina da Trindade argumentam que, pelo fato de a palavra "Trindade" não existir na Bíblia, ela não tem apoio nas Escrituras e que esse conceito de um Deus trino é oriundo das religiões pagãs.
Através deste opúsculo, quero dar uma resposta a esses argumentos que — diga-se de passagem — são muito fracos e até mesmo ridículos. Mas como, infelizmente, ainda tem muita gente que não está preparada e se embaraça com esse tipo de argumento, aqui vai a minha resposta fiel.
Quanto ao termo "Trindade"
Quero dizer que nem todos os termos teológicos que usamos nos dias hodiernos encontraremos na Bíblia de forma literal. Veja, por exemplo:
Onipresença: “A capacidade de Deus estar presente em toda a parte.” (Conceito extraído de Salmo 139:7-10 e Jeremias 23:24).
Onisciência: “A capacidade que Deus tem de saber todas as coisas” (1 Reis 8:39).
Trindade: “A união de três pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo — em uma só Divindade, ou seja: O Pai é Deus, O Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; e, não obstante, não são três Deuses, mas apenas um só Deus. Nesta Trindade as Pessoas são coeternas e coiguais; todas são igualmente incriadas e onipotentes.”
(Definição teológica extraída da The Catholic Encyclopedia / Enciclopédia Católica). Abro um parêntese aqui, meus amigos(as): citei essa conceituada fonte histórica porque, embora eu não concorde com toda a doutrina do catolicismo, temos que ser honestos: eles definiram esse conceito com uma precisão cirúrgica. O catolicismo não erra em tudo, e a definição técnica deles aqui está perfeitamente alinhada com a verdade bíblica.
Queridos, como vocês viram, a palavra "Trindade", assim como as demais, é um termo técnico usado pelos teólogos para denominar uma doutrina que está contida na Bíblia em várias passagens, do Gênesis ao Apocalipse.
Confira apenas alguns textos: Mateus 28:19; 1 Coríntios 12:4-6; 2 Coríntios 13:13; Efésios 2:18; 3:14-17; 4:4-6; 2 Tessalonicenses 2:13-15; Hebreus 6:4,5; 1 João 3:23,24; Apocalipse 1:4,5.
O mesmo acontece com as palavras "onipresença" e "onisciência", que também não estão na Bíblia, mas não são questionadas pelas seitas porque eles também se apropriam desses termos quando muito lhes convém.
Agora, onde teve origem este ensino? No mundo pagão antigo, remontando à Babilônia?
Antes de tudo, quero dizer que é característico das seitas, quando se apropriam de um fato histórico, não citar suas fontes e não analisar a história como um todo, mas apenas as partes que lhes fornecem argumentos para enredar os incautos.
Vejamos: realmente, no paganismo antigo e até os dias hodiernos, existiram e existem várias formas de "trindades". Da mesma forma, em várias religiões pagãs ao redor do mundo, existiu a crença em um dilúvio universal, em sistemas de sacrifícios, dízimos, rituais de iniciação, etc. E agora? Vou deixar de crer, por exemplo, no Dilúvio só porque os pagãos também criam nele? Ora, é claro que não!
Portanto, esse argumento de que na antiga Babilônia existia um deus trino de três cabeças — que não tem nada a ver com o conceito de Trindade do cristianismo — (e eles até mostram imagens para aterrorizar seus leitores) é um argumento fraquíssimo. Só os menos informados caem numa balela dessas.
Esses argumentos só reforçam ainda mais a minha fé e convicção na Trindade. Como eu sou conhecedor de que o diabo é um dos maiores imitadores de Deus (tudo com o propósito de roubar a adoração do homem), ele inventou várias trindades pagãs para imitar a verdadeira.
Outro fato é que o homem conheceu um dia a religião verdadeira com o próprio Deus no Éden e, desde a sua queda, ele vem, através das várias religiões pagãs, tentando se "religar" com o Criador. Por esse motivo é que nas religiões pagãs existem tantos traços e imitações da religião verdadeira. Mas Deus é tão misericordioso que enviou Jesus para religar de novo o homem a Ele. A religião verdadeira é Cristo! Ele mesmo afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
As características das seitas
Todas as seitas têm uma característica em comum: elas se julgam donas da verdade e pregam que ninguém poderá ser salvo se não for por meio dos ensinos contidos em sua própria organização. Não é isso que a Bíblia ensina (Atos 4:12; Romanos 10:9,10).
Outro ponto é que se vangloriam de seus líderes, fundadores ou corpo administrativo, afirmando que Deus deu a eles a verdadeira revelação da Palavra. E eu questiono: será que se Deus fosse levantar alguém nos tempos modernos para restaurar a revelação e os ensinos da religião verdadeira, Ele levantaria um americano? Claro que não! Pois, se assim fosse, existiria alguma referência na própria Bíblia acerca desse líder.
Mas as milhares de referências que eu encontro na Bíblia não me falam nada de Charles Taze Russell, Joseph Smith, William Marrion Branham e Cia. Elas me falam de um judeu lá de Nazaré (Deuteronômio 18:15; Zacarias 12:10).
Pois é... eu creio em um Judeu. Jesus! Pense nisso, meu amigo(a).
Autor: Irmão Jáder de Souza
Fone: (083) 98825-2244

.jpeg)