quinta-feira, 19 de maio de 2016

Espiritualidade X "Religiosidade"

Espiritualidade x "Religiosidade"

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. (Romanos 8:1).

O que é mais importante na vida de um ser humano, se não buscar e conhecer a Deus em sua santidade. Ter intimidade e comunhão com o Senhor. Temos visto nestes dias um número elevadíssimo de cristãos superficiais, pessoas que apesar de tanto tempo na igreja ainda não tiveram nenhuma experiência real com Deus! Este fenômeno tem ocorrido devido a  falta de identidade que o cristianismo tem sofrido ultimamente, Quando alguém se converte as pessoas e principalmente os lideres, ao invés de apontar os caminhos para uma espiritualidade sincera diante de Deus, a primeira coisa que faz é colocar regras, dogmas para enquadrar as pessoas na caixinha da religião, é só você ver os discipulados que são meros estudos sistematizados  e metódicos para colocar o cabresto da religiosidade nas pessoas, com isso não quero dizer que o discipulado seja uma prática inútil, porém a maneira como é aplicado nas igrejas não passa de letra morta sem sentido nenhum para um novo convertido. A Igreja primitiva é a igreja que eu sempre tomo como referencia em minhas mensagens e o “Fazer Discípulos” que eles praticavam ia além de doutrinação, era uma vida de testemunho eficaz que eles vivenciavam. “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça” (Atos 4:31-33). Experiência com Deus é o que eles tinham de fato e é isso que falta à igreja contemporânea, Deus não mudou, Ele continua o mesmo, a igreja é que mudou, mas o poder que operava nela ainda pode operar hoje, basta só voltarmos a essência do evangelho vivo, intimo de Deus. Quem tem essa intimidade com Deus vai aprendendo as coisas necessárias para uma vida cristã abençoada e no seu dia a dia busca se firmar na palavra sem imposições, com toda a certeza se a igreja e os lideres orassem mais, a história da igreja no Brasil seria outra. Em muitos países em que o cristianismo é perseguido, os cristãos estão prontos para morrerem pelo evangelho, e Deus tem operado maravilhas no meio deles, não para que eles se convertam pelos milagres, como dizem alguns religiosos, pois Deus não precisa provar nada pra ninguém, mas é porque o nível de intimidade que eles têm com Deus é outro, e é esse sentimento que devemos resgatar em nossas vidas, o sentimento de que Deus é o primeiro, e as outras coisas são secundárias. É isso que vai fazer a diferença.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

É A FÉ










Que move o atleta a superar seus limites
Que faz o cientista investigar o inexplicável
Que faz o incrédulo buscar uma razão
Que faz a humanidade sonhar

O que seria de nós sem a fé?
E sem Deus?

Por mais que seja negado,
Por mais que seja desconstruído
Por mais que seja ignorado ou contestado
Ele está aí, movendo, transformando, criando,
Construindo e conduzindo os seres humanos a acreditar,
Pois ELE É o Autor e Consumador da nossa FÉ!


CBMV – Irmão Jáder

domingo, 4 de outubro de 2015

Inspirado pela Incrível Igreja Primitiva:

Tenho lido "Uma História das Missões Cristãs" de Stephen Neil. É algo impressionante ser apanhado no espírito daqueles primeiros séculos quando o Cristianismo se espalhou por toda parte por inúmeros e desconhecidos santos por culturas totalmente pagãs. Em 300 d.C., não havia parte do Império Romano que não houvesse sido de alguma forma penetrada pelo Evangelho. Quais fatores humanos Deus ordenou para fazer surgir este incrível Movimento Cristão? Stephen Neil sugere seis.
O primeiro e principal foi a ardente convicção que tomou conta de um grande número dos cristãos primitivos. O historiador da igreja Eusébio de Cesareia (260-340 d.C.) descreveu a forma pela qual o evangelho se espalhou:
Naquela época [no começo do segundo século] muitos cristãos sentiram suas almas inspiradas pela santa palavra com um desejo apaixonado de perfeição. Sua primeira ação, em obediência às instruções do Salvador, foi vender todos os seus bens e distribuí-los aos pobres. Então, deixando suas casas, se prepararam para cumprir a função de um evangelista, tornando sua ambição a pregação da palavra da fé àqueles que ainda não haviam ouvido nada dela, e o comprometimento aos livros dos divinos Evangelhos. Eles se contentavam simplesmente em lançar os fundamentos da fé entre esses povos estrangeiros: então nomearam outros pastores, e deram a eles a responsabilidade de edificar aqueles que eles tinham apenas trazido para a fé. Assim sendo, eles seguiram para outros países e nações com a graça e ajuda de Deus (História Eclesiástica, III, 37, 2-3).
A sólida mensagem histórica que os cristãos traziam era, de fato,boas notícias, e uma alternativa bem-vinda às religiões de mistério daquele dia.
As novas comunidades cristãs eram elogiadas pela pureza de suas vidas.
As comunidades cristãs eram marcadas pela lealdade mútua e uma superação de antagonismos entre as classes alienadas.
Os cristãos eram conhecidos por um desenvolvimento elaborado do serviço de caridade, especialmente àqueles dentro da comunidade. O Imperador Juliano, escrevendo no início do século quarto, lamentou o progresso do Cristianismo porque afastava as pessoas dos deuses romanos. Ele disse,
Ateísmo [isto é, a fé cristã] tem avançado particularmente através do serviço prestado em amor a estranhos, e através do cuidado com o enterro dos mortos. É um escândalo que não haja nenhum único judeu que seja um mendigo, e que os galileus ateus não somente cuidam de seus próprios pobres mas dos nossos também; enquanto aqueles que pertencem a nós buscam em vão pela ajuda que devíamos dar a eles.
A perseguição de cristãos e sua prontidão a sofrer teve um impacto dramático nos não-cristãos. Neil observa, “Sob o Império Romano, os cristãos não tinham nenhum direito legal de existir ... Todo cristão sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele teria que testemunhar a sua fé e que isso iria custar sua própria vida”.
Aqui estamos no final do segundo milênio. Que Deus levante centenas de milhares de cristãos e comunidades cristãs super-comuns com esse tipo de paixão.
- Por John Piper

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Nota de Repúdio as Manifestações Anticristãs

A Aliança Cristã Evangélica Brasileira vem a público para manifestar-se contrária à forma como alguns participantes da chamada “parada gay” vilipendiaram símbolos do cristianismo adotados por diferentes igrejas cristãs no Brasil e ao redor do mundo. Entendemos que a falta de respeito a outros grupos de nossa sociedade não contribui para o respeito mútuo, para a paz, para a construção de uma nação democrática e fraterna.
A despeito de nossas convicções de fé já manifestadas, não incentivamos nenhuma atitude hostil contra qualquer segmento social, inclusive o movimento GLBTS, seja por palavras, atitudes ou atos com o propósito de agredir a quem quer que seja. Esperamos de nossas igrejas a manifestação do amor, da caridade e da graça de Deus, que se dirigem a todo homem e toda mulher, para alcança-los onde se encontram e como se encontram, assim como Jesus demonstrou ao viver entre nós.
Lembramos o que já expressamos em maio de 2011: “Conclamamos a nação brasileira, como um estado laico que deve zelar pelo direito de todos, para a construção de uma sociedade que tenha a marca da justiça e do amor e que se oponha ao controle de qualquer minoria que queira patrulhar outros grupos e expressões que lhe sejam diferentes. Hoje, conclamamos a nação brasileira a que se deixe encontrar por Deus através do evangelho, no qual Jesus diz que veio trazer vida em abundância para todos e que todos encontrassem o caminho da sua prática de vida pessoal e comunitária no seguimento a Ele.”
Brasil, 11 de junho de 2015.
Aliança Cristã Evangélica Brasileira
Fonte: http://www.aliancaevangelica.org.br/index.php/2011-08-19-13-59-20/noticias-alianca/item/308-nota-repudio-manifestacoes-anticristas

domingo, 5 de abril de 2015

O que é a Páscoa?

Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.
Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade”. 1 Coríntios 5:7-8 .

Se você perguntar para a maioria das crianças sobre a Páscoa, você perceberá que a ideia de páscoa no consciente delas está ligado a ovos de chocolate e coelhinhos. E isso é lamentável! Mas é o que está acontecendo com os valores cristãos nos dias de hoje. Infelizmente trocaram o cordeiro pelo coelho. Pra falar a verdade a Páscoa é uma festa de origem judaica (Êxodo 12:1-25), e os cristãos devem saber que entendê-la fará uma grande diferença, pois Cristo é a nossa Páscoa. Todos os elementos da ceia de Páscoa judaica se cumprem na pessoa do nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A sua morte e ressurreição, nós celebramos todos os meses na Santa ceia do Senhor, em Cristo a Páscoa se cumpriu, ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29), Ele é a nossa verdadeira Páscoa e deve ser reverenciado todos os dias da nossa vida cristã.
Devemos aproveitar esse momento festivo para ensinar aos cristãos e principalmente as crianças a verdadeira páscoa que é Cristo!
Irmão Jáder de Souza.



COMUNIDADE BATISTA MISSÃO VIDA.
Se você tem o Desejo de conhecer mais sobre a palavra de Deus em sinceridade, venha nos visitar na Rua São Benedito, 299 / A – Funcionários I aos Domingos às 17:00H ou Agende uma culto familiar em sua residência.
Cel. (83) 8748-9481 - Pr. Jailson Silva
Cel. (83) 8825. 2244 - Ir. Jáder de Souza

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sincretismo Religioso no Seio das Igrejas Evangélicas Brasileiras.


Texto Áureo: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8).
INTRODUÇÃO:
Em nosso país podemos observar que o misticismo é algo que está impregnado fortemente na cultura do nosso povo, esse fato tem sido a causa de vivenciamos um cristianismo que muitas das vezes forje dos princípios bíblicos e da ortodoxia do ensino apostólico. Podemos perceber que muitos costumes e ritos, oriundos do paganismo, foram assimilados pelas igrejas evangélicas, costumes esses que causam muito embaraço e conflitos na vida de muitos cristãos. Neste estudo perceberemos o quanto Deus abomina o adultério espiritual que envolve o sincretismo religioso e o quando a igreja desde o princípio luta contra essas heresias.
I. Deus separa o povo e não permite que assimilem as práticas dos outros povos (Dt. 18:9-14).
O sincretismo sempre foi uma poderosa arma do diabo pra separar Deus de seu povo, esse foi um dos motivos que fizeram com que o povo desobedecesse à lei e permitissem que outras nações subjugassem a Israel (2Reis 17:15-23). A assimilação de rituais e práticas oriundas de outras nações era considerada como uma prostituição espiritual (Jr 3; Ez16; Os 2).
II. A Maneira como nosso país foi colonizados explica muito sobre o sincretismo.
Os vários povos que constituíram o Brasil desde a sua descoberta tinham já o seu sistema de crenças que foram sofrendo misturas ao longo do tempo, tínhamos aqui os indígenas com suas práticas Xamanistas e os africanos com o animismo em sua maioria, também nesse contingente tivemos a presença de muçulmanos que fizeram até uma revolta chamada a revolta dos Malês na Bahia. Mas o catolicismo romano era a maioria esmagadora, pois Portugal era muito submisso a Roma, com ele vieram várias ordens religiosas como, por exemplo, os Jesuítas e sua companhia de Jesus que era o braço forte da contrarreforma, movimento criado pelo catolicismo para dar uma resposta a reforma protestante. Essas ordens religiosas tinha a finalidade de catequizar os povos.
III. O Combate do sincretismo pelos apóstolos.
Nos tempos apostólicos podemos perceber que as coisas também não eram fáceis, Os cristãos dos três primeiros séculos lutaram não só contra as perseguições do mundo pagão, mas também contra as heresias e doutrinas corrompidas, dentro do próprio rebanho. Uma das heresias que tentaram adentrar no seio da igreja foi o gnosticismo, uma espécie de teosofia que não aceitava a Encarnação e a Expiação de Cristo uma vez que considerava a raiz do problema do homem a ignorância e não o pecado. Nas Escrituras podemos identificar o gnosticismo baseado na filosofia helenística e nos sábios judeus, em quem se originaram os "cultos de mistérios" dos místicos. Os gnósticos não priorizavam apenas o "conhecimento", mas a mortificação da carne, o que os dificultava crer que Deus veio em carne por meio de Jesus Cristo. O gnosticismo com o qual o Novo Testamento lidava era uma forma primitiva dessa heresia, não o sistema desenvolvido e já complexo dos séculos II e III. Para Paulo o gnosticismo era "engodo de humildade" (Cl 2.18). Em confronto com o cristianismo dos apóstolos, os mestres gnósticos são falsos irmãos e causam divisões na igreja (Jd 19), pois se desviaram da graça de Deus (Jd 4).Além da forma encontrada em Colossenses e nas cartas de João, alguma familiaridade com o gnosticismo primitivo se vê refletida em 1 e 2Timóteo, em Tito, em 2Pedro e talvez em 1Coríntios (1Co 15:12; Col. 2:8-23; 1 Tm 1:4; 1Tm 4:7; Tt 3:9; 1Jo 1.1; 1João 4:2-3). Outra heresia enfrentada pela Igreja veio dos judeus convertidos, problema já enfrentado por Paulo na igreja da Galácia. Os ebionitas, eram farisaicos em sua natureza. Não reconheciam o apostolado de Paulo e exigiam que os cristãos gentios se submetessem ao rito da circuncisão. No desejo de manterem o monoteísmo do Antigo Testamento, os ebionitas negavam a divindade de Cristo e seu nascimento virginal, afirmando que Ele só se distinguia dos outros homens por sua estrita observância da lei, tendo sido escolhido como Messias por causa de sua piedade legal (Gal. 5:1-15).
IV. As Misturas Ritualísticas Observadas na Igreja Evangélica nos Dias de Hoje:
Nos dias de hoje podemos observar em algumas igrejas práticas oriundas das religiões pagãs e do judaísmo, como, por exemplo, podemos observar a distribuição de sal ungido, e outros apetrechos fluidificados como: rosas, sabonetes e lenços, acreditando que ali se encontrará respostas para os desejos ocultos de um coração impregnado de misticismo, também podemos observar danças e giras oriundas das religiões africanas dentro do seio da igreja. Mas o que também vem crescendo muito é o uso de objetos como menorah e até réplicas da arca da aliança, como também o uso de vestes oriundas da religião judaica, tudo isso já foi combatido pelos apóstolos e hoje podemos ver o ressurgimento desses costumes que encontram nos corações desinformados um terreno fértil para essas práticas.

V. Conclusão:
Ainda há um povo nesse país que tem zelo pela palavra que guarda os princípios do cristianismo e lutam pela doutrina dos apóstolos, esses males que afligem a igreja hodierna é uma tentativa do nosso arqui-inimigo de parar o avanço da igreja do Senhor Jesus, mas o Senhor da igreja prometeu que as postas do inferno jamais prevaleceriam contra a sua igreja (Mt 16:18). Aleluia.
VI. Glossário:
Animismo: Os Animistas acreditam que existem espíritos que vivem por toda parte, dão vida e protegem todas as coisas.
Helenística: Relativo a Helênico: designa-se por período helenístico (do grego, hellenizein – "falar grego", "viver como os gregos") o período da história da Grécia de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C.
Ortodoxia: é aquilo que segue à risca o que diz uma palavra ou regra. Orto - correto ou direito. Doxo – Ensino.
Sincretismo: Assimilação de crenças e prática de uma religião por parte da outra.
Xamanismo: é um conjunto de crenças ancestrais que engloba práticas de magia e evocações para estabelecer contato com o mundo espiritual. O xamanismo é uma percepção religiosa que confere ao xamã, a capacidade de entrar em transe e se conectar com o mundo espiritual.

VII. Referenciais Teóricos:

Bíblia de estudo de Genebra; Dicionário Houaiss; www.solascriptura.org; www.santovivo.net; http://mestresteologiaedebates.blogspot.com.br/; http://novomanifestoreformado.blogspot.com.br/; http://www.infopedia.pt/.
Autor: Irmão Jáder de Souza
E-mail: lerapalavraviva@gmail.com
Fone: (83) 8825-2244